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A ditadura da injustiça desportiva brasileira

16/10/2008 | Nestor Hein

Cada vez mais, nos dias de hoje, as decisões judiciais respeitam critérios de razoabilidade e de proporcionalidade. A letra fria da lei cede espaço para a interpretação sistemática e para a aplicação do direito de forma mais justa, racional e equânime. Esta, aliás, é uma lógica seguida por diversos sistemas jurídicos do mundo, que se distanciam do apego exagerado à norma, buscando a sua aplicação mais correta ao caso sob exame. Infelizmente a Justiça Desportiva Brasileira, se é que pode ser chamada assim, contraria toda a tendência jurídica mundial e dá, mais uma vez, péssimo exemplo.

Exemplo carregado de parcialidade, de afronta a razoabilidade, de aplicação da norma de forma exageradamente rígida para uns e excessivamente branda para outros.

O STJD envergonha o sistema jurídico brasileiro, zomba da inteligência dos torcedores e atende interesses que não podem ser chamados de obscuros, pois são claros e cristalinos.

A CBF e o STJD parecem ter certeza que estão acima da lei, acima de tudo!

Interferem de forma ilegal nas finanças dos clubes “baixando” uma lei seca que, em muitos Estados, de lei não tem nada, pois não passou pelo regular e sagrado processo legislativo e, em outros, já é efetivamente lei formal, mas diversa da determinação da toda poderosa CBF, que ameaça publicamente aqueles que pretendam buscar o direito constitucional de recorrer junto ao Poder Judiciário desse tipo de decisão imoral.

Mesma lógica utiliza o STJD! Julga de forma tendenciosa, fora de parâmetros aceitáveis, ferindo os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. Julga e ameaça aqueles que discordarem publicamente de suas aberrações jurídicas.

Não faz muito tempo e nosso País viveu épocas parecidas. A Ditadura Militar julgava de acordo com os seus interesses e não aceitava a critica, o embate de idéias, o contraditório. Presidentes se eternizavam no poder, dominando totalmente a máquina administrativa e influenciando nas decisões que lhe interessavam ou fraudando pleitos e certames que não estivessem alinhados aos seus interesses.

O Rio Grande sofreu, em diversos episódios da história, a influência negativa e nefasta de decisões oriundas de regimes de exceção e reagiu fortemente contra isto. Revoluções estouraram em virtude dos desmandos patrocinados pelo Poder Central.

O Rio Grande, mais uma vez é vítima do interesse de outros que se eternizaram no Poder. Mais uma vez sofre prejuízo direto oriundo de decisão absurda, teratológica, sem razoabilidade, sem parâmetro, sem precedente.

Levanta Rio Grande! Sem armas e sem sangue, mas levanta em revolução a esta barbaridade.

Não e possível aceitar, não e crível permitir que os interesses centrais, daqueles que ameaçam, não admitem o contraditório e criam decisões que lhes beneficiam transitem sem reação.

O Futebol da CBF e do STJD e o futebol burocrático, sem alma, de interesses, de acertos, de um regime viciado e podre. Futebol do tapetão, do apego exagerado a norma, do medo e da ameaça. É hora de dar um basta!

Urge a união de todos os gremistas para buscar fórmulas eficientes de ação, capazes de mudar este lodaçal em que está envolvido o futebol brasileiro.

Não nos tirarão esse título! Ele é nosso por tradição, por direito, por mérito! O Grêmio não se entrega. Nunca se entregou. 26/11/05 é a maior prova disto.

Venha conosco torcedor! Não aceite essa vergonha! Lutemos contra ela! Lutemos com nosso grito de apoio ao time dentro de campo e com a demonstração de que a injustiça e os desmandos, contra esse Grêmio, não podem prosperar.

Dá-lhe Grêmio! Seguiremos juntos na caminhada do êxito e da vitória, nosso único e eterno destino!

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